
Ao olharmos para trás, nos parecem incontáveis as inúmeras atividades que já exercemos durante nossa vida. Vivemos fases nas quais nos dedicamos aos mais diversos tipos de esportes, brincadeiras, artes, relacionamentos, estudo, etc. Sendo assim, não podemos achar que nosso tempo de vida nos permita chegar a excelência de cada tarefa que assumimos.
No entanto, enquanto algumas atividades tornam-se lembranças, outras continuam a fazer parte de nosso momento presente, e a estas devemos toda a dedicação. A isto, chamamos de “diligência”, cultivar algo de forma zelosa e ininterrupta, como um filete de água que perfura a pedra.
Diligência é uma atitude a ser tomada e não uma conseqüência do “gostar”. A princípio, qualquer tarefa que ganhe nossa simpatia é suficiente para nos seduzir. É como banhar-se em águas calmas e rasas. Embora prazerosas, não nos levarão a grandes descobertas. Vivendo em um universo regido por forças opostas, devemos perceber que, ao nos aprofundarmos, nenhuma atividade é inteiramente prazerosa. Qualquer trabalho, relacionamento, projeto, exigem dedicação e superação. Estes momentos, vistos inicialmente como dissabores, são a porta de entrada para um novo nível de excelência. Estes são os casos de atletas que suportam a dor física para superar seus limites e assim, elevam seu desempenho ou de artistas que refazem o mesmo esboço repetidamente para chegar a uma obra prima.
Se quisermos atingir nosso máximo potencial em qualquer área de nossa vida, não devemos esperar que nossas tarefas, por si só, nos fascinem. Isto seria “negligência”, o contrário de tudo que descrevemos aqui. Buscar apenas o prazer naquilo que fazemos é o caminho para a mediocridade.
Sejamos comprometidos dia após dia. Sejamos como a água que molda as pedras.
Tento colocar na minha vida a diligência, mas confesso que esse caminho exige muita determinação, pois ao longo da nossa caminhada acabamos saindo do foco principal das nossas tarefas diárias. Vou continuar tentando seguir sem perder o foco. ;)
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